Câmara aprova construção de novo posto de Saúde
Os vereadores de Brusque aprovaram na noite desta terça-feira (5) o projeto de lei encaminhado pela prefeitura que autoriza a utilização do terreno situado no loteamento Marize, bairro Santa Rita, para a construção de um novo posto de Saúde naquela comunidade. A proposta encaminhada à Câmara previa a afetação - destinar para uso público - de parte do terreno escolhido para abrigar a estrutura.
O vereador Edson Rubem Muller (PP) explicou a legalidade da proposta, pois é de prerrogativa do Executivo dar o destino que entender, desde que seja para uso público, ao imóvel. Já o vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) lembrou que a preocupação dos moradores que se posicionaram contra a construção da unidade naquele terreno, se deu por conta da preservação do espaço como área verde. Mas, fez questão de dizer que era favorável. Porém, não deixou de criticar o governo ao afirmar que não houve negociação e que o Executivo frisou "que tinha que ser ali".
Para o vereador Valmir Coelho Ludvig (PT), a movimentação da comunidade foi importante para assegurar a construção do novo posto naquele espaço. Segundo ele, quando se mora em uma cidade é preciso aprender a se convier com as pessoas que vão chegando perto e a dividir os espaços com os outros. Indiretamente, uma menção ao grupo de moradores que se posicionou contrário ao local onde a unidade será erguida.
O vereador Dejair Machado (PSD) disse que a função do legislador é de, ao receber projetos, averiguar a constitucionalidade da proposta. Ele disse que quando o Legislativo recebeu o projeto, todo o processo para a construção da obra já havia iniciado, com a realização de processo licitatório e aquisição de material. Ele disse ainda que houve uma inversão de trâmites, pois primeiro se deveria ter a aprovação da Câmara.
Para Ademir Braz de Sousa (PMDB), é algo curioso parte de uma comunidade não querer que se construa um posto de Saúde. Ele comparou a situação ao caso das cidades em que os prefeitos desejam muito que se construa um presídio, mas ninguém se habilita a ceder o terreno para não criar para si um "problema".
O vereador Alessandro Simas (PR) lembrou que não havia nenhum outro local com terreno apropriado, para que a obra do novo posto fosse executada. Citou ainda que a organização do conselho comunitário de Saúde do bairro precisa ser respeitada.
O presidente da Casa, Celso Carlos Emydio da Silva (PSD), discordou das colocações dos outros vereadores. Ele frisou que em nenhum momento ouviu dos moradores contrários ao posto no novo local que a obra não deveria ser erguida. Voltou a mencionar o fato de que a comunidade foi mal informada sobre a reunião anterior, de que a proposta seria votada.
Na semana passada, moradores do bairro estiveram na sessão da Câmara. A informação passada a eles era de que a proposta seria votada naquela reunião, o que acabou não ocorrendo. O projeto foi aprovado por todos os vereadores.


